No endereço eletrônico a seguir o leitor terá acesso à publicação "Tecnologia Africana na Formação Brasileira". Trata-se de uma contribuição muito relevante ao estudo dos conhecimentos africanos na cultura e no desenvolvimento da sociedade brasileira.
http://www.ifrj.edu.br/webfm_send/268
Este espaço serve à reflexão sobre as contribuições dos conhecimentos ancestrais das culturas africanas e indígenas na ciência e na tecnologia. Pretende pensar caminhos e práticas pedagógicas para, nos termos das leis federais 10.639/03 e 11.645/08, introduzir estes conhecimentos radicais da humanidade nos currículos da educação técnica e tecnológica.
Ferreiros Africanos
quarta-feira, 20 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Registros da Prática
Compartilhando registros fotográficos recebidos recentemente e que foram realizados, em maio de 2012, por alunos do curso técnico em mecânica em uma de nossas aulas de dimensionamento de engrenagens na disciplina de elementos de máquinas.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Rei Ferreiro
A história da metalurgia, do uso do ferro e ligas mais resistentes e da cerâmica remetem à África antes do século XV, estão na origem do uso industrial do aço e em toda aplicação das sociedades "modernas". Base portanto, de tudo o que se reconhece como "Revoluções Industriais".
"É no quadro do complexo industrial da Idade do Ferro Antiga que um grande
número de traços culturais de primordial importância faz sua primeira aparição
na África meridional . São eles, essencialmente, a agricultura, a metalurgia, a
cerâmica e as aldeias semipermanentes constituídas por casas feitas de barro
(daga) aplicado a arcabouços de varas ou estacas (pau a pique)." (MOKHTAR, G., p.756)
A transformação do ferro tinha a dimensão física e mítica na relação entre o animal e o mineral, nas sociedades africanas. Aqueles que dominavam a técnica eram reconhecidos como seres diferenciados e lideravam seus povos. A historiadora Maura Silveira Gonçalves de Britto em artigo "A Tradição do Rei Ferreiro nas Sociedades da África Ocidental", fala dessa relação e do mito do "Rei Ferreiro". disponível em http://www.sambapretodigital.com.br/cultura/2015/09/25/a-tradicao-do-rei-ferreiro-nas-sociedades-da-africa-ocidental/ (Acessado em 15/04/2016).
Bibliografia
MOKHTAR, G.: “História Geral da África:
Metodologia e pré-história da África”, 2ºed, Vol II, Brasília: UNESCO, 2010. (747-772) - Capítulo 27, disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190250POR.pdf
quinta-feira, 7 de abril de 2016
A
energia do sol
Nas proximidades de mais um Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste dia, dois dos temas mais relevantes a serem discutidos são: o uso racional da água e o outro, ligado diretamente a este, que é a economia de energia elétrica, que, no Brasil, cerca de 75% é gerada através de usinas hidrelétricas.
A energia solar, enquanto fonte de energia limpa, segura e renovável, é uma excelente alternativa, que pode tanto substituir como ser transformada em outras formas de energia. Entre suas aplicações, as mais conhecidas são as térmicas, onde a luz do sol é absorvida pelas superfícies de um coletor e transformada diretamente
Esta tecnologia é usada, por exemplo, em aquecedores de água que podem substituir torneiras e chuveiros elétricos levando, segundo estudos técnicos, à economia da ordem de 30% a 40% do consumo de energia de uma residência.
Naturalmente esta redução beneficiará diretamente na preservação das outras fontes de energia, favorecendo o meio-ambiente, em particular a geração de energia elétrica, cuja demanda cresce proporcionalmente ao crescimento de seu custo.
Assim, a implementação da energia solar deveria se impor na pauta nacional da matriz energética, mas seu uso ainda é muito tímido no país, apesar dos benefícios econômicos, sociais e ambientais.
Um dos fatores dessa baixa adesão recai sobre os investimentos iniciais, que são maiores em relação a outros tipos de aquecedores. Outro fator deve-se à própria cultura de utilização da energia elétrica e a relativa “facilidade” em acessá-la, apesar de seu custo cada vez mais elevado e dos impactos que a construção de barragens para formação dos lagos quem alimentam as usinas hidrelétricas causam aos ecossistemas e, em muitos casos, aos patrimônios históricos e culturais.
Estes fatores vêm sendo enfrentados com educação, pesquisa e desenvolvimento de alternativas menos custosas e acessíveis à população. Porém é fundamental que o tema seja tratado enquanto política pública, tanto do ponto de vista ambiental como social. Isso requer, portanto, recursos públicos de todas as esferas de governo, que viabilizem e ampliem o uso desta tecnologia a quem não tem acesso a ela.
Daí a necessidade dos governos locais usarem essa tecnologia e criarem programas de incentivos ao uso da energia solar e de investimentos diretos nos casos de comunidades que, mesmo com os incentivos, não têm condições financeiras de adotá-la.
Nesse sentido, a Câmara Municipal de Campinas deu um importante passo ao aprovar o projeto de lei 315/2007, de minha autoria, que “institui no município de Campinas o programa de incentivos ao uso de energia solar nas edificações, com objetivo de promover medidas necessárias ao fomento do uso e ao desenvolvimento tecnológico de sistemas de aproveitamento da energia solar para o aquecimento da água em imóveis e de conscientização da população sobre os benefícios da energia solar”, que agora, aguarda sanção do Prefeito.
É preciso salientar, porém, que de toda energia elétrica consumida, juntando uso residencial e público das zonas urbanas e rurais inclusive toda iluminação pública atinge 41,7% do consumo, segundo dados do Atlas de Energia Elétrica do Brasil (2ª edição). Isso significa dizer que 58,3 % é de uso industrial e comercial e que sem o empenho de busca por alternativas com recursos do próprio setor privado para resolução de sua demanda não há programa de incentivo que baste.
Paulo Bufalo é professor e engenheiro, exercendo mandato de vereador pelo PSOL em Campinas.
Artigo publicado na coluna Opinião, Jornal Correio Popular em 05/06/2008.
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